Atividade Física e Mortalidade

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Atividade Física e Mortalidade em Pacientes com Doença Cardíaca e Angina Estável

Uma recente pesquisa confirma os benefícios dos exercícios físicos em indivíduos portadores de cardiopatias decorrentes de doença aterosclerótica, ou mais comumente conhecido como portadores de angina estável.

Historicamente as recomendações para a atividade física em pacientes com doença cardíaca coronária estável (CHD) são baseadas em evidências modestas. Os autores desta pesquisa analisaram a associação entre o exercício auto-relatado e a mortalidade em pacientes com CHD estável.

Um total de 15.486 pacientes de 39 países com CHD estável que participaram da pesquisa forneceram dados sobre as horas de folga de cada semana, práticas de  exercício leve, moderado e vigoroso. Foram avaliadas as associações entre o volume de exercícios habituais em equivalentes metabólicos de horas/semana e resultados adversos durante um acompanhamento médio de 3,7 anos.

Como resultados houve uma diminuição gradual da mortalidade com o aumento do exercício habitual. Este benefício foi menor com exercícios leves quando comparado a exercícios vigorosos.  O volume de exercícios foi associado a menor mortalidade por todas as causas. Estas associações foram semelhantes para a mortalidade cardiovascular, mas o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral não foram associados ao volume do exercício após o ajuste das covariáveis. A associação entre diminuição da mortalidade e maior atividade física foi maior no subgrupo de pacientes com maior risco de mortalidade.

Conclusões:
Em pacientes com  cardiopatia isquêmica estável, mais atividade física foi associada com menor mortalidade. Os maiores benefícios ocorreram entre grupos de pacientes sedentários e entre aqueles com maior risco de mortalidade.

Isto deve nos estimular à prática de atividade física regular, salientando que os maiores beneficiados serão justamente os indivíduos de maior risco de complicações provenientes da doença cardíaca isquêmica estável, ou angina estável.

Fonte:
Jornal do American College of Cardiology
Volume 70, Edição 14, outubro de 2017

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